"DARK DIMENSIONS FOLK FESTIVAL"
19/11/2017 - Carioca Club - São Paulo - SP
Atrações: "Ensiferum", "Elvenking", "Kalevala" e "Armored Dawn"

Por Kah Stoker | Fotos: Nicolas Loos
(publicada em 21, nov, 2017 | 13h01)

Domingo chuvoso, o Carioca Club recebia uma legião de fãs, a maioria, caracterizado no estilo medieval, outros com os rostos pintados e cabelos estilosos.

Às 15h a casa abre para o público, o festival havia começado e podíamos ver a quantidade de pessoas que estavam empolgadas para aquele evento, já que seria a segunda vez que a banda Ensiferum se apresentaria no Brasil. Legal que além das bandas e seus "merchans", tinham várias barraquinhas no estilo "folk" com acessórios e roupas bem autênticas, além também de venderem lanches bem elaborados para o estilo.

As 15h30, entra a banda Armored Dawn, de São Paulo, que já tocou nas principais capitais do Brasil como banda de abertura para Megadeth, Symphony X, Rhapsody, Tarja, Marillion, Offspring e Sabaton, além de fazer uma tour na Europa em janeiro de 2017 ao lado do Fates Warning, nas principais cidades da Alemanha, Holanda, República Tcheca, Hungria e Eslováquia, e também única banda brasileira a tocar no Motorboat (Cruzeiro do Motorhead) em 2016 em Miami.

Com a casa ainda não muito cheia, o grupo agita e fazem um grande esquenta para o início do festival.

A banda usa uma linha melódica com um tom épico sempre presente. Belas introduções e guitarras furiosas, realmente um espetáculo brilhante. Os músicos sempre são simpáticos, agradecendo ao público a cada intervalo. Pude perceber a facilidade que eles tem de entrelaçar teclados com riffs velozes e pesados, definitivamente fascinante. Com uma hora de duração, eles se despedem do público, agradecem e jogam baquetas e palhetas.

Enfim, depois de uns 30 minutos, (tempo para a troca dos instrumentos e uma pequena passagem de som), pontualmente as 16h30, a banda Kalevala entra com a animada e estilosa vocalista, Xenia Markevich, banda russa de folk metal que busca muita inspiração em lendas folks finlandesas como base de seu material. A banda foi criada em 2007 e tem três álbuns de estúdio lançados até hoje.

A vocalista se destaca com seu vocal diferenciado, suas performances dançantes e animadas no palco.

Com o andar do show, percebi que eles tem um caldeirão de influências culturais que compõem o estilo da banda, tornando difícil a classificação, de forma que foi cunhada a expressão "Pagan Folk" para defini-los. Banda com uma forte sonoridade interessante e cativante, com diversas influências espalhadas. Eles capricham bem na batera, com velocidade e técnica, agrega bons riffs, como também belos arranjos com a sanfona e partes cadenciadas, torna a experiência de quem ouve ótima e nos transporta a um incrível clima celta. Por fim a banda se despede e agradece à todos pela presença.

Mais um intervalo de 30 minutos e a banda Elvenking entra às 18h em ponto, todos com roupas bem estilosas, fazendo a galera animar e muito, a casa já estava bem mais cheia e os fãs foram ao delírio quando, o vocalista "Damnagoras" entrou no palco cantando o seu agudo em alto e bom som, intercalou com os guturais e melosas vozes femininas ao fundo. Surgem momentos interessantes que combinam perfeitamente o contraste do som distorcido das guitarras com o aveludado dos violinos, instrumento de maiores responsabilidades nos enfeites dos arranjos destacando-se de uma forma mágica e intensa. As bases de guitarra são simples sem serem extravagantes, o que mostra a sua eficiência.

Show empolgante que termina com aquele gostinho de "quero mais"; por fim eles se despedem da galera e agradecem.

Às 20hs em ponto, a banda mais esperada do festival, Ensiferum, deixa todos alucinados com tanto peso e originalidade. Os finlandeses sempre conseguiram atrair muitos fãs com sua sonoridade variada e “bombástica”, aliando peso e melodia na medida certa.

Desde sua primeira apresentação no Brasil, nota-se a evolução que a banda teve. Com a sanfona e lentamente outros instrumentos, preenchem a harmonia, o que lembra muito o momento de preparação para uma batalha. Com riffs memoráveis, atmosfera épica, diversas influências espalhadas, em especial de death, power e folk metal, eles seguem o espetáculo com tudo bem encaixado de forma muito orgânica, uma sonoridade única.

Com todos os instrumentos em seu devido lugar e com a correta dose de rispidez, eles agradecem ao público e fica nítido a felicidade dos músicos por estarem de volta ao Brasil.